Associações

A vida das Associações dedicadas a Igino Giordani começa já nos anos oitenta do século XX, e prossegue com o fervor de iniciativas locais frequentemente importantes.

Estas Associações têm o objetivo natural de divulgar a espiritualidade da Unidade e o carisma de Chiara Lubich – fundadora do Movimento dos Focolares – através da particular figura intelectual e religiosa de Igino Giordani. Nas comunidades locais, frequentemente, são portadoras de iniciativas eficazes inspiradas pelo carisma da unidade. Propõem-se inclusive como interlocutoras institucionais para as Administrações e para a Igreja local. De fato, têm uma titularidade jurídica, porque são associações dotadas de um Estatuto e regulamentadas pelas relativas normas. Não se identificam imediatamente com alguma força religiosa ou política empenhada. Frequentemente têm um objetivo civil, formativo, cultural, de caráter universal, inspirado no Ideal do Movimento dos Focolares, vivido com o timbre especial do radicalismo de Giordani, aberto deste modo a qualquer pessoa que se possa reconhecer nas finalidades expressas no seu Estatuto.

Hoje, são muitas as Associações que surgiram na Itália e no exterior para promover a figura de Igino Giordani e levar um testemunho de cidadania ativa e responsável na própria cidade: a elas é dedicada esta seção do site, que relata as diversas iniciativas em andamento.

Do menu principal é possível selecionar as cidades italianas em que as Associações são operantes e visualizar assim as informações de contato e as referências.

16 de março de 1949 – 16 de março de 2017: uma ideia profética

16 marzo2«Quando se volta a dialogar com homens do passado, a primeira pergunta com que se depara é: por que se faz isso? Cada vida esconde um mistério e algo não resolvido que nunca fariam pronunciar a palavra fim se não interviesse a negligência.
Se é experiência quotidiana em relação a quem mais nos causa grande interesse, imaginemos como é natural o esquecimento com os desconhecidos que agora pertencem à história». (Assim se exprime Giovanni Santambrogio sobre Igino Giordani no jornal Corriere della Sera).
Pensamentos, estes, que suscitam um movimento de emoção no ânimo de quem conheceu Igino Giordani, falou com ele; de quem – o encontrando quotidianamente nos seus escritos –percebe sempre a sua presença viva chegando a constatar, encantados, que realmente ele, Igino Giordani, foge cada dia mais “da implacável lei do esquecimento”, assim como outros seus companheiros de aventura: Pe. Luigi Sturzo, Alcide De Gasperi, Giorgio La Pira, Giuseppe Donati.
E, pontualmente, a história nos oferece vários momentos marcantes para redescobrir os rastros deixados por ele na vida da Igreja, da Itália, da Política…
Assim, aquele de 16 de março de 1949.

Discurso de Igino Giordani na sessão Parlamentar de 16 de março de 1949

Em abril de 1949, 12 países europeus estipularam o Pacto Atlântico, um acordo para a mútua defesa em caso de ataque externo a um dos países signatários. A solicitar o Pacto Atlântico foram os temores de uma possível ação 16 marzo1militar da União Soviética na Europa. Portanto, as discussões assumiram naturalmente um forte caráter ideológico. Também na Itália, o Parlamento foi teatro de contraposições políticas inflamadas. Relatamos alguns pensamentos do célebre discurso que Igino Giordani fez a propósito do Pacto Atlântico e da guerra, chegando a conceber uma ideia completamente nova, como a “Internacional europeia”, – digna, hoje, de ser retomada e aprofundada – a qual poderia desempenhar a função de ser fonte de unidade.
«Eu parto de um princípio: que toda guerra é um fracasso dos cristãos… vocês escreveram muito bem nos muros do palácio Chigi: “não à guerra”. Nós nos associamos. E escreveram também: “terra, não guerra”. Também nisto estamos perfeitamente de acordo. É já demasiada a terra destinada a cemitérios de guerra: seria bom poupá-la para, ao invés, dá-la aos nossos trabalhadores para ser cultivada.

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